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Operação Muralha começa nova fase na região oeste do Paraná

Paraná

Foram montadas duas barreiras de fiscalização: uma na praça de pedágio em São Miguel do Iguaçu e outra na PR-163 em Guaíra.
por publicado: 26/11/2019 16h27 última modificação: 02/12/2019 15h20

Nessa terça-feira (19), foi deflagrada mais uma fase da Operação Muralha, que é coordenada pela Receita Federal, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Exército, Marinha, Aeronáutica, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Polícia Militar do Paraná, Polícia Civil e Departamento de Inteligência do Estado do Paraná – DIEP), Justiça Estadual, Ministério Público Estadual da Comarca de São Miguel do Iguaçu e Receita Estadual do Paraná.

As fiscalizações iniciaram à 1h da madrugada e seguirão por tempo indeterminado e de forma ininterrupta, ou seja, 24h por dia, sete dias por semana. A expectativa é de que a duração seja de, no mínimo, quatro semanas. Os principais pontos de atuação serão as barreiras fixas montadas na rodovia BR-277, na praça de pedágio em São Miguel do Iguaçu/PR. e na rodovia PR-163 em Guaíra/PR. Além disso, equipes volantes fiscalizarão estradas secundárias da região, as margens do Rio Paraná e do Lago de Itaipu.

A Operação Muralha acontece de forma integrada à Operação Hórus, que já está em andamento, e à Operação Muro Alto, também deflagrada sob coordenação da Receita Federal no Mato Grosso do Sul. Estarão envolvidos com as atividades 500 servidores, considerando todas as instituições participantes. A Operação Muralha conta, ainda, com o apoio de escâneres, de equipes com cães farejadores e do helicóptero da Receita Federal.

O evento de lançamento da Muralha aconteceu às 11h do dia 19 na barreira de fiscalização montada na praça de pedágio em São Miguel do Iguaçu e contou com a presença de autoridades representantes das instituições participantes. A Receita Federal foi representada pelo chefe da Coordenação-Geral de Combate ao Contrabando e Descaminho (Corep), auditor-fiscal Arthur Cezar Rocha Cazella, e contou com a presença do superintendente da Receita Federal na 1ª RF, auditor-fiscal Antônio Henrique Lindemberg Baltazar, do superintendente da Receita Federal na 9ª RF, auditor-fiscal Luiz Bernardi,  do chefe da Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho na 9ª RF (Direp09), auditor-fiscal André Ferreira dos Santos, do delegado da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, auditor-fiscal Paulo Sergio Cordeiro Bini.

Toda imprensa local participou da coletiva, mostrando as atividades desenvolvidas e entrevistando as autoridades presentes. Também foram realizadas entradas ao vivo em telejornais na hora do almoço. O coordenador da Corep Arthur Cazella pontuou que a palavra integração é o norte dessa Operação. "Você vê aqui Exército, Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, a ANTT, ou seja, você vê os órgãos integrados. Num país como o Brasil que tem 17 mil quilômetros de fronteira seca, 8 mil quilômetros de fronteira molhada e 8,5 milhões de quilômetros quadrados nenhuma instituição faz o trabalho sozinha, elas precisam se integrar para ter efetividade na ação." Complementou falando da importância da Operação Muralha para o fortalecimento do mercado legal brasileiro. "Temos que mostrar essa presença fiscal forte para ajudar o nosso país a exercer sua função social para com o nosso povo".

Por sua vez, o superintendente na 9ª RF Luiz Bernardi enfatizou que são sete anos seguidos com esse tipo de operação de longa duração. "A Operação Muralha é um trabalho exitoso e consagrado, estando na 7ª edição. É um trabalho muito forte de presença do Estado e de repressão aos crimes transfronteiriços."

Também foi realizado evento de abertura e coletiva de imprensa da Operação Muralha em Guaíra na tarde do mesmo dia, no Posto de Fiscalização da PRF, na PR-163 – Ponte Ayrton Senna. O evento contou com a presença do inspetor da Receita Federal em Guaíra, auditor-fiscal Diovani Orlandi Natalino, do tenente-coronel do 15° Batalhão de Infantaria Mecanizada Hércules Antônio Marques da Costa, do capitão do Batalhão de Fronteira Edilson Martins do Prado, e do capitão de Corveta da Marinha do Brasil Jeronymo Moreira Gomes.

A primeira fase da Operação Muralha em 2019, que aconteceu de 13 de maio a 8 de julho (57 dias), teve resultados bastante significativos. Foram aprendidos R$ 45 milhões em mercadorias, 383 veículos, 2,3 milhões de maços de cigarros, 2,8 toneladas de maconha, 35 mil unidades de medicamentos e anabolizantes, oito armas de fogo e R$ 42 mil de moeda em espécie. Além disso, foram realizadas 46 prisões em flagrante. Na ocasião, a Operação se estendeu por toda a fronteira do Brasil com o Paraguai, abrangendo os estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul. Agora, a Receita Federal no Mato Grosso do Sul deflagra a Operação Muro Alto, que atuará de forma integrada.

A Operação Hórus

A Operação Hórus faz parte do Programa V.I.G.I.A. do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de coibir os crimes transnacionais. Ela é realizada de forma integrada pela Receita Federal, Polícia Federal (PF), Batalhão de Polícia de Fronteira da Polícia Militar do Paraná (BPFRON), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) da Polícia Civil do Paraná, Força Nacional de Segurança Pública e Exército Brasileiro, com apoio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Ambas iniciativas, Muralha e Hórus, estão inseridas no âmbito do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), instituído pelo Decreto nº 8.903/2016, que tem como diretrizes a atuação integrada e coordenada dos órgãos de segurança e de fiscalização atuantes nas fronteiras, e como foco, o fortalecimento da prevenção, do controle, da fiscalização e da repressão aos delitos transfronteiriços, como contrabando, descaminho, tráfico de drogas, armas e medicamentos, entre outros.