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Receita Federal desvenda maneira inusitada de ocultação de droga

São Paulo

A identificação de cocaína dentro de bolinhas de isopor em remessa postal só foi possível graças à utilização de critérios objetivos de risco e à experiência dos servidores do Serviço de Remessas Postais e Expressas da Alfândega de São Paulo.
publicado: 21/11/2019 12h12, última modificação: 21/11/2019 12h12

No dia 6 de novembro, o Serviço de Remessas Postais e Expressas (Serpe) da Alfândega da Receita Federal em São Paulo recebeu uma remessa sem evidente indício de irregularidade, mesmo após a interpretação do raio-x.

No entanto, os servidores decidiram, baseados em análise de risco, realizar uma inspeção invasiva e mais detalhada da mercadoria.

Primeiramente, foram analisadas as laterais da caixa. Como nada foi identificado, examinaram as bolinhas de isopor que envolviam a mercadoria. Apesar de apresentarem tamanhos e formatos idênticos, tinham pesos diferentes.

Todas foram pesadas separadamente e foram realizados testes que confirmaram a presença de cocaína. Havia 250 saquinhos de cocaína, com destino ao Reino Unido, pesando 0,810 kg no total.

Os servidores consideraram a ocultação da droga nessa remessa como uma das formas mais criativas e bem elaboradas já detectada por eles.

No mesmo dia, mais 3,6 kg de cocaína foram identificados em três apreensões. A droga estava oculta em 18 cabos de utensílios de cozinha, 30 saquinhos em uma caixa de papelão e cinco peças de roupa engomadas em cocaína líquida. As mercadorias estavam destinadas a Madagascar, Espanha e Paquistão, respectivamente.

No dia anterior, 5 de novembro, já havia ocorrido outra apreensão da droga. Foram identificadas oito peças de roupa engomadas em cocaína líquida pesando 1,3 kg com destino ao Reino Unido.

No dia 7 de novembro, foram retidas mais duas remessas, contendo no total 420 gramas de cocaína em pó, destinadas à Austrália. Na primeira retenção, a droga estava oculta em um saco plástico no meio de um livro. Já na segunda, a cocaína estava em um saco plástico no fundo de um porta retrato.

No total, entre os dias 5 e 7 de novembro, a Receita Federal detectou sete remessas postais com cocaína, totalizando 6,13 kg da droga, no recinto alfandegado de exportação dos Correios na capital paulista.