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OPERAÇÃO ALERTA MÍNIMO

Investigação

A Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagram hoje (27/09) a 66ª Fase da Operação Lava Jato, denominada Operação “Alerta Mínimo”.
publicado: 27/09/2019 10h38 última modificação: 27/09/2019 10h38

Esta fase da investigação alcança operadores financeiros e funcionários de uma importante instituição financeira pública, que atuaram em conjunto com a finalidade de ocultar e dissimular a origem, localização e a disposição dos valores que visavam ao pagamento de propinas a agentes públicos e políticos.

No desenvolvimento de suas atividades criminosas, sobretudo em solo brasileiro, tais operadores necessitavam utilizar o sistema bancário e, via de regra, burlar os respectivos mecanismos de compliance. Elementos angariados nas mais diversas fases da Operação Lava Jato demonstraram que, para atingir tal finalidade, alguns desses operadores cooptaram para suas organizações criminosas funcionários das instituições financeiras nas quais exerciam suas atividades.

De modo geral, a atuação dos funcionários da instituição financeira ora investigados consistia na disponibilização de abertura de contas sem assinaturas e procurações e com cadastro incompleto, na movimentação de valores vultosos para os quais estes gerentes elaboravam justificativas internas a fim de evitar fiscalização por instâncias externas e o próprio setor de compliance da instituição, disponibilização de empresas de fachada para movimentação de valores, entre outras, em troca de uma comissão ou outros favores, como o pagamento de contas ou a compra de produtos da agência, que permitiam o atingimento de metas de resultados da instituição, com a consequente elevação de sua participação na distribuição de lucros e dividendos.

As condutas investigadas podem configurar, em tese, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, corrupção, lavagem de dinheiro, associação criminosa, entre outros.

Participam da operação quatro servidores da Receita Federal que desde a madrugada atuam na execução dos oito mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, nas cidades de São Paulo (SP) e Natal (RN).

Mais detalhes serão repassados em coletiva à imprensa com a presença de representantes dos órgãos envolvidos na operação, às 10 horas, na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR.