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Operação Egypto investiga instituição financeira ilegal que atua com investimentos em criptomoeda no Rio Grande do Sul

Operação

Além de veículos de luxo, jóias e dinheiro em espécie, também foram apreendidos o banco de dados da empresa e e-mails.
publicado: 27/05/2019 13h36 última modificação: 21/06/2019 10h34

Na terça-feira, (21), em operação conjunta, a Delegacia da Receita Federal em Novo Hamburgo, Polícia Federal e Polícia Civil cumpriram Mandados de Busca, Apreensão e Prisão em 26 locais, residências e escritórios, nas cidades gaúchas de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, Porto Alegre, Laguna/SC, Florianópolis/SC e São Paulo/SP.

Os alvos eram ligados a empresa que supostamente prestaria consultoria em mercados digitais. Conforme anunciavam em site na Internet e redes sociais, ela operaria como gestora de fundo de investimento lastreado em Criptomoedas que prometia ganhos de até 15% ao mês.

A fraude consistia em uma ciranda financeira, onde os aportes de novos investidores eram usados para saldar saques dos outros investidores. A partir da análise das informações bancárias, o rombo estimado pela equipe de fiscalização é superior a R$ 300 milhões. Apenas para ressarcir o principal, sem considerar os ganhos prometidos.

Na operação foram instaurados 18 procedimentos de fiscalização, sendo cinco pessoas jurídicas, cinco sócios e outras oito pessoas físicas relacionadas, como esposas de sócios que eram usadas como “laranjas” e consultores.

Além de veículos de luxo, jóias e dinheiro em espécie, também foram apreendidos o banco de dados da empresa e e-mails. A partir da análise dessas informações será possível abrir mais quatro frentes de fiscalização, em até 55 mil contribuintes com crédito tributário estimado em R$ 50 milhões.

A Operação foi Intitulada Egypto – pela similaridade com o termo “cripto” e pelo fato de que o negócio foi classificado por terceiros como de “pirâmide financeira”.